Aprendendo a ver

Hoje, em mais um dos meus momentos matinais dentro do coletivo, tive a sorte de conseguir um assento vazio e pude ler o artigo abaixo sobre coisas que eu sempre enfatizo (nem que seja para mim mesma): capacidade de observar, de dar valor aos detalhes, apuração do senso crítico e analítico e o afastamento da superficialidade. O superficial é vazio. Absorver as coisas ao nosso redor vai além do que imaginamos… :)

Aprenda a ver... (Luli Radfahrer)

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Relevância com café, por favor

“Escrever sobre o que é relevante”. Muito já li a respeito, mas aí vem a pergunta: o que é relevante em um contexto geral?

Política, filosofia, artes, história, atualidades, religião, esporte, lazer, relacionamentos? O que? O que é relevante para mim também é para você? Qual o ponto chave da relevância? Mas tio, o que é relevância?

Falar sobre minha vida muda algo na sua? Falar sobre política e nada faz alguma diferença? Falar das mesmas coisas que a mídia já fala em demasia vai resultar em algo? Falar das minhas aspirações, ideias, crenças, planos e pensamentos tem algum fundamento?

Eu não sei…

Mas sei que é interessante quando essa avalanche de questionamentos toma conta de alguns breves momentos inertes da minha existência.

Talvez falar sobre qualquer coisa não seja tão relevante mesmo. Falar sobre coisas estranhas, hilárias, sobre pessoas bacanas que passam pela nossa vida, curiosidades que movem nossos instintos ou as bobagens do dia-a-dia. Tudo pode fazer algum ou nenhum sentido. Vai de quem lê.

Então o discurso da relevância às vezes cansa, pois em busca dela muitos tropeçam na repetição. Vamos todos falar sobre coisas relevantes, que no final das contas são as mesmas coisas de sempre. Cadê a diferença?

E não, eu não me incluo entre os que fazem alguma diferença, mas estou aqui de fora olhando as coisas acontecerem e não tenho achado graça em quase nada, já que a relevância está bem deturpada e perdida entre as linhas confusas e cada vez mais escassas.

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Sherlock Holmes

amazon.imdb.com/title/tt0988045

Já ouvi muitos dizendo que não viram nada de especial no filme, outros que odiaram e também alguns, como eu, que adoraram. Talvez eu não seja tão exigente assim ou não tenha ido ao cinema com muitas expectativas. Vai muito de cada um, e o que cada um conhece a respeito desse incrível personagem da ficção britânica.

Perdemos os minutos iniciais, mas a sessão estava mais cheia que o normal (pelo menos das últimas vezes que fui ao cinema dava pra ouvir o ronco de pessoas dormindo, hehehe). E entre uma pipoca e outra, iniciava ali a saga do Sr. Holmes e seu companheiro, que no começo da história estavam se separando. Holmes em depressão por conta de sua amada, e por causa do recente relacionamento do Dr. Watson com a Srta. Morstan, que em breve deixaria de morar com o amigo. Ui, quanto ciúmes!

Ah, atenção especial para o cachorro de Watson, que ao longo do filme fez seu papel de sobreviver às experiências de Holmes e suas injeções paralizantes, hehehe!!

A história gira em torno do personagem Lord Blackwood, preso e condenado a morte por ocultismos e prática de rituais de magia negra. Seu último pedido é ver Holmes, e então este vai até a prisão. A partir daí começam as sucessivas investigações a respeito das reais atividades exercidas por Blackwood, tendo também Holmes que lidar com o medo da população e o caos geral. Mas em se tratando de Sherlock Holmes, o filme não apresenta um final tão imprevisível. O desfecho é interessante, mas não o suficiente para dar aquela sensação de “NOOOSSA, MAS CO… COMO?”. Mas é muito bacana, de qualquer forma.

Vale mais as cenas bem boladas e com mais ação. Uma das cenas mais eletrizantes é a de um galpão onde estão construindo um navio, que minutos depois vem a ser destruído por Holmes, Watson e um grandalhão invencível. E no final, Holmes ainda atordoado com a situação pergunta: “O que você fez, Watson?”, hahaha, sendo que nada tinha feito o amigo, além de salvá-lo, claro.

"What have you done, Watson?"

Gostei muito disso ao longo do filme, essa postura irreverente e cômica do personagem de Robert Downey Jr. Mas há quem critique a escolha do ator para o papel. Na minha humilde opinião foi uma ótima escolha. Ele é um excelente ator e conseguiu dar um tom de comédia ao filme sem ser patético e superficial. Seu jeito um tanto quanto “atrapalhado” e sarcástico dão um toque diferente. Ele tem algo a mais e consegue, lógico, extinguir aquele esteriótipo de detetive compenetrado e carrancudo.

De qualquer forma não é um filme que você sai do cinema e destrambelha a comentar todos os detalhes e fica dias falando a respeito, mas quantos filmes são assim hoje em dia? Vale a diversão, os efeitos especiais, as cenas carregadas de detalhes e cheias de riqueza, os figurinos, os cenários maravilhosos da até então Londres Vitoriana, a interpretação dos atores e as jogadas de câmera representando a visão inteligente e analítica do famoso detetive.

E tem continuação. Afinal, quem seria Professor Moriarty?  :)

Para quem assistiu, fica aí os comentários para compartilharmos impressões. E para quem não assistiu também :)

Até!

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Sky Trackers

Eu lembro que há alguns meses atrás eu enfiei na cabeça que queria lembrar o nome de uma série que eu assistia todos os dias na TV Cultura, mas não sabia nem o ano, nem o nome. Daí fica difícil né? Procurei por toda parte na internet, com todas as combinações possíveis de descrição do seriado, e nada. Resolvi mandar e-mail para a TV Cultura descrevendo a história e o ambiente dos episódios.

- Ô tio, a série se passava na Austrália e tinha uma menina como protagonista!

Óh, que fácil. Me responderam no dia seguinte, muito prestativos por sinal, mas com TANTA informação assim fica complicado achar algo em um acervo como o deles.

Desencanei.

Mais alguns meses se passaram e eu, do nada, acordo com a tal série na cabeça.

- Mas, hein? Que isso? Perseguição psicológica, subconsciente?

Bom, aí já virou questão de honra descobrir o bendito nome desse seriado, colocar os episódios para baixar e ver o que de tão especial tinha nele para me despertar boas recordações.

E tinha coisa bacana mesmo! Uma família de cientistas que estudam questões astronômicas, contatos extraterrestres, monitoram o espaço e claro, como toda família, vivenciam as mesmas boas e velhas histórias de hoje e sempre: conflitos familiares, mudanças de comportamento, dilemas da adolescência, amores, frustrações, etc.

Os protagonistas são Nikki e Mike (irmãos de pais diferentes, e separados – Tony e Marie -  que no futuro acabam se engraçando), dois adolescentes também envolvidos com o magnífico mundo a ciência. Existe também a irmãzinha Maggie, coisinha fofa pra alegrar (às vezes nem tanto) o convívio familiar (maior pestinha em certos momentos).

Olha, um ET! :D

Aí você me pergunta: e daí? O que tinha de tãoooooo fantááááástico assim?

Cara, vai saber! Mas era legal demais chegar da escola e ligar a TV pra assistir a mais uma história sobre os segredos do espaço, constelações, planetas, mistérios do universo e aventuras “computadorísticas” -  sim, a Nikki manjava muito de PC, e talvez tenha sido nessa época que meu interesse por computadores começava surgir. Maior influência. Eu tinha, sei lá, 17 anos? Estava no colegial, era curiosa pra tudo, vivia estudando e adorava descobrir coisas novas. Então de certa forma ter contato com tudo aquilo que o seriado proporcionava realmente fazia diferença pra mim.

Hoje se você me perguntar sobre os episódios provavelmente eu não vou lembrar de muita coisa (se nem o nome do dito cujo eu lembrava). Mas deixou na memória uma sensação boa de ter aprendido – pelo menos naquele tempo – a ser mais curiosa, fuçada, determinada, esforçada e procurar aprender coisas novas todos os dias. Assim era Nikki, minha ídola na época, hahaha. Olha ela aí:

Nikki

"É hoje que ele não me escapa..."

Ui!

Mas então, aí eu comecei outra saga: procurar os episódios para baixar. Mas santa ilusão, né? Um seriado australiano que só passou na TV Cultura por volta de 1996, vai ter em algum lugar na net pra baixar? É, e não tinha mesmo, pelo menos eu não fui capaz de achar. O máximo que consegui foram os episódios todos postados no YouTube, divididos em três partes cada um (tá aqui o link). Já é alguma coisa. Até tentei comprar o box com 4 DVD’s por um site australiano (ah, e tem o filme também, que eu não vi), mas eles não enviam para o Brasil, e não consigo comprar no Amazon também. Pobre é soda. Mas vou tentar assistir a todos e se rolar volto aqui para escrever mais a respeito… :)

Agora eu preciso adquirir uma habilidade extra(terrestre) pra entender aquele sotaque australiano. O que é aquilo, me explicam? :~

Enfim, tá aí o relato da minha jornada em busca do seriado esquecido. Demorei, mas achei.

E só para complementar, procurei por notícias sobre a atriz – Petra Yared – que representava a minha “ídola”, e descobri que ela se tornou uma linda mulher e que vem fazendo várias coisas desde então. Legal, né? :D

Petra Yared, na telinha! ;)

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Dia Nacional da Fotografia

Hoje, 08 de Janeiro, é Dia Nacional da Fotografia. Eu até teria muitas coisas para falar a respeito, mas hoje corro o risco de dizer menos do que poderia ou de uma forma menos intensa do que gostaria. Fujo de definições…

Mas fotografia pra mim é complemento, é paixão, amor, sentimento, expressão, alma… você e o momento, e só. Não consigo enxergar termos complexos e técnicos para isso, até porque penso na fotografia como uma extensão da Camila (e é bem difícil falar dela).  Talvez por não ser profissional eu sinta tudo com mais leveza e menos obrigação, então acabo deixando o prazer tomar conta do seu devido lugar e fazer com que a magia do “fotografar” nunca se perca para mim.

Me faz muito bem.

Ah, e parabéns aos amigos fotógrafos!

Mais fotos no meu site www.camilabianchi.com

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Mr. Waffer

- Tiiiiiiiiia! Conta uma historiiiiiiinha, tiiiiiiiia? Cooooooooooonta? Conta? Conta? Conta?

- Tá, a tia conta.

- “Era uma vez um waffer coberto de chocolate, que estava na bolsa da tia. Num belo dia, logo depois do almoço, a tia sentiu vontade de comer algo diferente. Daí a tia comeu o waffer todinho sozinha.”

- Gostaram da historinha?

- Mas…

- Não gostaram?

- …

*** CHORO DESCONTROLADO E ANARQUIA GERAL ***

Por isso que é importante saber lidar com crianças!

ps: essa não é uma estória real e nenhuma criança foi torturada durante a criação deste post, exceto pela parte em que a tia comeu o waffer todo sozinha.

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2010batimentosporsegundo…

Ansiosainquietanaexpectativaequerendofazertudologodeumavez!

Ai.

Difícil fazer a cabeça parar de pensar, e ela está exatamente assim…

Mudanças... 2010

Quem adivinhar tudo ganha um chokito!

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Humpf… =D

Ficar em casa nas férias não é comigo, definitivamente. Acho que a idade vai levando a paciência da gente para alguma aldeia distante e inacessivel, porque qualquer coisa que não esteja dentro da sua rotina mexe com os nervos. Ter alguém falando o tempo todo no seu ouvido ou ouvindo os mesmos programas tolos de finais de ano já são o suficiente para surgir aquela vontade quase que incontrolavel de calçar um tênis e sumir.

Será que é tão difícil assim relaxar nesses dias e esquecer da vida? Não deveria né… mas vamo que vamo! Ainda deve existir algum resquício de paciência em algum lugar que eu ainda não descobri.

Desenhar seria uma salvação?

Update: Salvação eu não digo, mas ajudou bastante. Tudo bem que não escolhi o desenho mais fácil para voltar a desenhar, mas me diverti bastante fazendo este. E eu entendo se as protagonistas da minha experiência entrarem em depressão por não parecerem o que deveriam parecer e por eu as ter deixado menos esbeltas, hehehe. Culpa dos panetones, não minha… :o)

Girafas dançarinas de ballet

Feliz Ano Nooooooovo pessoaaaaaaaal... hic!

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Trocas

“Instead of seeking new landscapes, develop new eyes” ~ Marcel Proust

É, nós sempre estamos procurando por coisas boas no mundo ao nosso redor, mas cada vez menos nos preocupamos em construí-las dentro de nós mesmos e espalhar por aí. Esperamos bondade, fraternidade, gratidão, generosidade e tantos outros adjetivos no “outro”, e quase nunca no “eu”. Não pensamos que a probabilidade de encontrar algo que também oferecemos é bem maior do que quando não oferecemos nada. Vivemos em tempos de egoísmo: eu só te amo se você me amar também. Você só respeita se te respeitarem, só faz uma gentileza se alguém te fizer alguma, só presenteia se também ganhar algo… você só é bom se também o serem para com você. É a política da troca.

E vivendo numa política assim, você acaba se dando conta de que não vê mais as coisas bonitas ao seu redor e que tudo o que esperava da vida não se concretizou. Nunca se concretiza. Começa a reclamar e achar tudo uma droga. As coisas não caminham, os planos não dão certo e suas expectativas acabam culminando em eternas frustrações. Que vida, hein?

Mas ainda assim não pára pra pensar que talvez seja a hora de você mudar, de você oferecer, doar, se reciclar. Não não, você nunca precisa mudar. As outras pessoas precisam, a natureza precisa, os astros precisam, o universo todo precisa.

Menos você.

E seu umbigo continua ali, no centro de todas as atenções.

E você fica aí, sendo só mais um em meio a uma multidão já tão acostumada a ser “mais do mesmo” e não se importando nem um pouco com isso.

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Almost there…

Eu queria dizer que: na verdade eu não tenho muito o que dizer, pelo menos não assim, de cara. Final de ano sempre rola aquela introspecção malandra que faz a gente pensar em todas as coisas que fizemos ao longo dos meses que se foram. Aí sei lá, às vezes dá vontade de dormir e acordar só em 2010, mas algumas vezes dá vontade de fechar as portas e ficar em 2009, só curtindo um pouco mais de tudo de bom que aconteceu.

Apesar de não saber exatamente o que escrever, dá pra dizer bastante coisa de 2009: que foi legal, que foi chato, muito triste, muito feliz, surpreendente, monótono, cansativo, inovador, demorado, rápido, intenso, sereno, estressante, maravilhoso, enfim… foi tanta coisa! Mas independente do que ele foi, dá para dizer também que eu vivi, e muito. E vivi com vontade cada coisa que aconteceu e também as que ainda não aconteceram.

Eu vivenciei férias maravilhosas, um trabalho novo, novos desafios e novas pessoas, vivenciei um relacionamento de formas únicas e inexplicáveis. Vivenciei também cada momento de expectativa procurando pelo nosso canto que ainda não achamos, os planos, as vontades, as afinidades. Continuei a me deixar levar pelas grandes paixões que me acompanham e que me fazem acreditar cada vez mais na vida e na arte. Vivenciei os detalhes, os pequenos momentos comigo mesma, as conversas sobre os sonhos, aprendizados, projetos malucos e sobre a vida. Vivenciei cada sentimento de forma intensa e irreversível. O que ficou no coração ficou, não tem volta.

Posso dizer que chorei pra caramba, que ri mais ainda (com dor na bochecha e tudo mais) e que aprendi mais sobre mim e meus sentimentos em 1 ano do que nos últimos 10 anos. Cai, levantei, tropecei e nem por isso deixei de acreditar que a todo momento as coisas se renovam de maneiras que nem sempre conseguimos entender, mas que SEMPRE existem motivos (geralmente aqueles que só entendemos depois de um tempo). Aprendi a respeitar o que sinto e aceitar que limites existem para que não machuquemos a nós mesmos. Mas só para isso mesmo, pois os limites que não cuidam, só estragam.

Fácil é dizer que viver é fácil. Viver não é fácil não, mas vale a pena quando você percebe a grandiosidade de tudo ao seu redor. Vale a pena quando você se dá conta de que é um ser muito ínfimo diante de todo o universo, mas que é gigante quando está consigo mesmo (a gente só ainda não sabe usar de forma benéfica toda essa grandiosidade, mas torço para que isso aconteça algum dia).

Mas, oi? Chega né? Eu escrevi, escrevi e não tenho nenhuma conclusão para finalizar esse texto (talvez porque minha inspiração tenha sido interrompida por uma queda de energia). E não, eu não li nenhum livro de autoajuda recentemente. Mas senti vontade de expressar o que 2009 representou para mim, em termos mais emocionais do que materiais. Talvez porque penso que os primeiros devem ter muito mais importância que os segundos.

Então é isso aí. Ano novo não é sinônimo de uma “divisão” lógica pra mim, porque do mesmo jeito que será 31 de dezembro, será 1º de janeiro, então estamos quites. Mas acho importante fazer dessa “passagem” algo especial, pra guardar junto de todas as boas lembranças que devem permanecer no coração.

E que o seu final de ano, pessoa que me lê, seja realmente GRANDIOSO. E lógico, que o início do próximo seja mais grandioso ainda.

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