Arquivo do mês de agosto, 2009

Blog Day 2009 (hein?)

Blog Day 2009

"Olha mãe, eu estou no BlogDay!"

Nossa, mas eu ando tão, tão alienada desse mundo internético que eu nem sabia que existia esse negócio de “Blog Day”. Claro que a gente ouve falar né, mas nunca sabe exatamente do que estão falando. Só fui me interar mesmo depois que o meu amigo aqui me cutucou. Eu não sou lá uma blogueira muito engajada (aliás, nem blogueira eu sou), então acredito que serei perdoada pelos geeks de plantão. Se é que podemos falar de perdão, né? Exagero, talvez…

Acho que consigo fazer isso hoje, né? Depois de ler tudo que estava escrito aqui, bora recomendar.

O que é o BlogDay?
BlogDay foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes.

O que acontecerá no BlogDay?
Durante o dia 31 de Agosto, bloggers de todo o mundo farão um post a recomendar a visita a novos blogs, de preferência, blogs de cultura, pontos de vista ou atitude diferentes do seu próprio blog. Nesse dia, os leitores de blogs poderão navegar e descobrir blogs desconhecidos, celebrando a descoberta de novas pessoas e novos bloggers.

Instruções do BlogDay :

1. Liste cinco novos Blogs que você ache interessantes.
2. Escreva uma breve descrição dos Blogs indicados e adicione o respectivo link.
3. Notifique por email esses cinco bloggers de que serão recomendados por você no BlogDay 2009.
4. Publique no BlogDay (no dia 31 de Agosto) esse post.
5. Junte a tag do BlogDay usando este link: http://technorati.com/tag/blogday2009 um link para o site do BlogDay: http://www.blogday.org

Não acompanho muitos blogs, mas os poucos que leio valem muito a pena. Prometo não indicar nenhum blog de tecnologia, ok? Eles já me “fartam” o bastante. Serei boazinha. Então, entre os artigos com dicas fotográficas que estou lendo, a ruffles que estou comendo e a preguiça quase incontrolável de escrever, aqui vão minhas indicações:

Coisas Geek: http://www.coisasgeek.com.br

Viagens, bobagens, divagações, música, cinema, literatura, opinião, filosofias felinas e chás chineses (a-há, agora fala rápido!), entre outros assuntos aleatórios, mas não menos importantes. Definitivamente você encontra de quase tudo nesse blog. Amigo de anos, de blogs e de longos papos geeks (ou quase geeks, porque eu não sou uma geek de verdade). Não teria como não recomendar!

Respeite Meus Mullets: http://respeitemeusmullets.blogspot.com

Conheci há pouco tempo e fiquei hipnotizada pela forma como ela escreve. Humor no ponto certo, sem escrotices ou forçação (?) de barra. Fala de tudo ao mesmo tempo, ligando os temas de forma criativa e engraçadíssima. Já me rendeu várias risadas, mas também vários momentos de reflexão (no outro blog dela, procura lá). Vale a pena colocar na lista dos “obrigatórios”.

Ornitorrinco Prosador: http://ornitorrincoprosador.blogspot.com

Textos ácidos e sem nenhuma preocupação se você irá gostar ou não de ler. Críticos, estéticos, belos, profundos, amargos, confusos, audaciosos, abstratos. Dá pra sentir de tudo lendo os textos dele. Depende muito de você, claro. Um dos blogs mais diretos e sem rodeios que já li. Escreve menos do que poderia, mas acaba compensando a cada novo texto.

Bichinhos de Jardim: http://www.bichinhosdejardim.com

Eles são fofinhos, lindinhos, engraçados e simpáticos (ou não, né Dona Joana?). A dona do blog é uma figurinha única, com uma criatividade sem tamanho. Viciada em tirinhas que sou, não perco nenhuma! A Clara consegue colocar vida em tudo que faz, pelo pouquíssimo que pude perceber dessa talentosa pessoa.

Viagens do Guliver: http://evilrug.blogspot.com

De playmobil à formigas invasoras, quanta coisa!  Quanta coisa que vem de anos e anos, desde os primórdios da minha vida blogueira. Ele também me encontrou pelos BliGs da vida e conseguiu capturar minha total atenção para tudo que escrevia. Viagens ou não, é sempre bom ler o que sai dessa cabecinha. Sempre genial, embora tenha atualizado com pouca frequência.

Por hoje é só pessoal!

Mais informações, entre aqui http://www.blogday.org, aqui http://technorati.com/tag/blogday2009, aqui http://www.google.com ou pegunte pra tia Palmirinha!

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Fentepp 2009

UPDATE: Fotos do Fentepp 2009

Ah, o teatro! Antes mesmo de começar a namorar um ator de teatro eu já era apaixonada por essa arte. Claro que a fotografia ajudou bastante na aproximação Camila > Teatro, mas não tem com eu negar que sentar naquelas cadeiras e dedicar minha total atenção às falas, luzes, cores, cenários e emoções me satisfaz, me enche de boas energias.

Está acontecendo aqui na minha cidade o XVI Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente, o FENTEPP. Quem é daqui, por favor, prestigie. Custa quase nada e as peças estão, realmente, com uma qualidade superior as do ano passado. A organização também, nota 10! Só o que “atrapalhou” um pouco, ao meu ver, foi essa gripe maluca que está amedrontando as pessoas. O público, que já não era muito, diminuiu. Mas a organização do evento está fazendo sua parte e distribuindo máscaras e álcool em gel nas filas antes da entrada. No começo a máscara incomodava, mas agora já faz parte do ritual. Não fico sem, haha.

Quanto à fotografia, estou com algumas para descarregar. Assim que o fizer, publico no site e coloco algumas por aqui também. Tenho impressões para compartilhar a respeito de algumas delas. Mas por enquanto, a que mais me emocionou foi “Aqueles Dois“, pela sutileza e sensibilidade. Teatro narrativo, dá gosto de assistir. Meus olhos não piscam.

Talvez um dia eu me arrisque em alguma oficina. O coração pulsa forte só de pensar, mas ainda acho que não estou no meu tempo, porque tempo mesmo eu quase não tenho.

Mas vamos lá, que ainda tem muita peça pela frente! Quando der volto aqui pra contar como foi!

“Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra”

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Não pense desse modo

Dê-me seu pincel e sua tinta de cabelo que eu esboço nas paredes do seu quarto meia dúzia de rabiscos incompletos. E falo que é arte.

Para refletir…

“Ninguém me convencerá de que, em pleno século 21, crucificar-se na traseira de um Fusca, deixar-se filmar cortando a vagina ou masturbar-se numa galeria equivale a um gesto artístico. Segundo o norte-americano John Canaday, historiador da arte, os críticos de hoje temem repetir o erro cometido pelos críticos do século 19, que não compreenderam os impressionistas. Em consequência, assinam embaixo de qualquer bobagem que levante a bandeira do “novo”. Percebe a armadilha? Caso três ou quatro artistas resolvam espremer uma bisnaga de tinta no nariz de um crítico, ouvirão dele que praticaram um ato inovador. Definitivamente, não penso desse modo.”

Ferreira Gullar

bravonline.abril.com.br

Eu também não, Gullar…

O texto em itálico foi retirado daqui

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Os Marleys

marley e eu

images.google.com

“Cães não precisam de carros luxuosos, casas grandes ou de roupas chiques. Água e alimentos já são o bastante. Um cachorro não liga se você é rico ou pobre. Esperto ou não. Inteligente ou não.

Dê o seu coração e ele dará o dele.

De quantas pessoas podemos dizer o mesmo? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial?

Quantas pessoas nos fazem sentir… extraordinários?”

Texto retirado do filme, que recomendo.

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Constatações Fridayanas

Tem dias que a gente acorda bem, mas tem dias que… né, acorda mal prakct. Na verdade eu só estou cansada mesmo, braços, pernas, ombros e pescoços que o digam. Digo, pescoço.

MAS HOJE É SEXTAAAAAAAAAAAA. AEEEEEEEEEEEEEEWWWWWWWWWWW.

Mas amanhã eu trabalho.

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! :-(

Tudo bem, né? Tenho muito o que fazer mesmo. Um sábadozinho de manhã vai me ajudar. Sério, não tô sendo irÔnica .

Aí eu fui almoçar hoje né. Na verdade eu almoço todos os dias, mas hoje fui no restaurante. E restaurante tem gente, várias, a todo momento. E o medo da gripe? Aquele povo todo pegando a mesma comida que você vai pegar segundos depois, conversando nesse mesmo momento e aumentando sua paranóia.

Mentira.

Nem estou tão paranóica assim, mas depois de ler uma reportagem na Revista do Brasil sobre restaurantes por quilo eu fiquei meio fresca. Mas eu não sou. Só às vezes. Um pouco .

Voltando ao assunto, estava eu lá na mesa apreciando minha refeição quando ouço na mesa ao lado quatro homens conversando. Não é que eu goste de prestar atenção na conversa alheia, mas quando estamos almoçando sozinhos não se tem muita coisa pra fazer mesmo. E acreditem ou não, eles estavam falando mal de outros homens!

“OHHHHHHH! MAS HOMEM NÃO FALA MAL DE HOMEM!”

Tá. Não fala. Eu falo.

Um deles reclamava que fulano é fidaput* porque é o tipo de cara que adora tomar Skol, mas que quando vai em churrasco só leva Crystal. Olha o teor da reclamação. Cerveja não é tudo igual?

“NÃOOOOOOOOOOOOOOO SUA GONORANTI! Mulher não entende de nada mesmo.”

Er, ok. Também não precisa ofender. Mas aí o papo continuava, né? Revoltadíssimos os demais concordavam! Quando um outro emendou: “E fulano que toda vez leva costela cheia de osso, mas só come a picanha? Esse sim é um folgado!!!!”

gatos-brigando

TOOOOOOOMA SEU SAFADO! LEVA OSSO PRA VER, LEVA!

Aí eu até entendo a revolta deles, mas também constato que não é só mulher que fala mal de mulher. Homem também fala de homem. E pra fechar minha reflexão de hoje, estou eu sentada em um dos bancos aqui perto, lendo meu livrinho sossegada quando três garotos do colegial passam, conversando fervorosamente:

- Quem foi o mané que mandou flores pra Greycelaine?
- Ahhh, mas só pode ter sido aquele tampinha do namorado dela!!!
- É, aquele zé mané que paga uma de playboyzinho, mano!
- Safado, fdp… deixa ele! :@

Tá, só até o segundo diálogo que é verdade. MAS… falam mal sim! Não que isso vai mudar algo na minha vida, pois não vai, mas é engraçado analisar o comportamento dos seres que nos rodeiam.

Mas enfim, né… o jão da Crystal e a gatchénha das flores não estão nem aí pra paçoca.

sossego

Uooooummmmmmmmmmm.....

E nem eu.

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Uma quinta-feira qualquer

Oiê, gatchénho! ;)

Uma doçura de gatinho!

Sim, eu sou apaixonada por Garfield, o gato mais charmoso, esnobe, sarcástico, cruel e fofuxo do universo. Eu ganharia um Garfield de braços abertos, agorinha mesmo. Quer me dar não? Hein? Hein? Mais tirinhas dele aqui, no meu cantinho particular onde supro minhas necessidades garfieldianas.

Mas falando em Garfield, eu estou ouvindo Bob Dylan desde a hora que cheguei no trabalho. Claro, antes passei um pouco por Natalie Merchant ate terminar de baixar os 5 álbuns do Bob que escolhi aleatoriamente aqui. A sonoridade dele, as letras e  a melodia me fazem sentir magicamente simples. No problems at all.

“Pisca e ouve Bob!”

As canções dele fazem com que meu dia brilhe mais, sem motivo algum. Tem o poder de fazer com que eu me concentre no que estou fazendo, mesmo que todos os barulhos que entram pela janela insistam em querer me perturbar. É surreal, talvez.

Mas Bob é leve e Garfield é fofo. Meu dia tá ótimo!

Até mais! ;-)

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O coletivo nosso de cada dia – 1

onibus

Bip! Bip!...

Se tem uma coisa que me incomoda é transporte coletivo, mais conhecido como o busão nosso de cada dia. Incomoda por vários fatores:

  1. São 35 minutos perdidos do meu dia (só não quando consigo um assento e leio minha revista sobre horóscopo e celebridades … errrr, webdesign);
  2. A quantidade de criaturas do sexo feminino tagarelando e o barulho que todas elas fazem supera minha boa vontade logo nos primeiros minutos da manhã;
  3. O encosta daqui, encosta dali, tropeça de lá e taca a bolsa na sua cara aqui também insultam o meu humor;
  4. As freadas que os nossos motoristas carinhosos e  fofinhos dão só contribuem ainda mais com os hematomas cuti-cuti espalhados pelo corpo. “Olha tia, cê brigou cá tia da esquina, foi?”;
  5. E por fim, mas só porque eu cansei de reclamar, as tias… as tias da 3ª idade que adoram um bailão até as 6 da manhã, mas que fazem cara de vovózinha manca quando entram no coletivo. Não é preconceito, só constatação. Já ouvi cada coisa…

Aí eu me pergunto: pra que, né? Vamo a pé, sedentários cambada! Eu gasto 30 minutos caminhando até meu trabalho e me arrependi amargamente por não ter ido a pé hoje. Pensei: “tenho essa revista pra ler, então compensa ir de busão”. Humpf. Mas eu sou inocente e sempre esqueço que tem uma folgadinha que passa na minha frente na fila pra entrar.

Ok, eu sou uma loser mesmo.

Mas tem a parte chata de esperar o busão também. Pior ainda quando tem alguém mal humorado logo pela manhã no mesmo ponto que você. Sério, essas coisas influenciam a gente (eu, influenciável?). Mas é verdade, negativismo gruda! Melhor mesmo é evitar contato muito próximo ou reflexões matinais com pessoas assim. O dia fica meio, sei lá, com gosto de limão passado.

Aí eu cheguei no meu trabalho, viva até, mas amassada e querendo xingar alguém. O dia foi puxado, pensei que não acabaria. Mas acabou. E então eu vim embora a pé, pelo menos. Esperar 20 minutos pelo ônibus e ficar mais 40 dentro dele (porque pra voltar demora mais) não estava nos meus planos hoje. Vim pensando em quantos ônibus já peguei nessa vida. Acho que foram uns 3419 no total. Não estou certa. Mas pensei em quantas e quantas pessoas já troquei ideia, falei bom dia, boa noite, tive vontade de socar, me esquivei do cheiro bão, cedi meu assento, tomei o assento (mentira), quantos tombos já levei, quantas vezes ouvi xingarem o motorista, quantos barracos presenciei, quantas piadinhas e histórias já escutei e quantas ainda vou escutar.

Apesar de não gostar, faz parte. Faz parte aprender a lidar com isso, a passar por isso. Sempre agrega alguma coisa na nossa história, ainda que valha menos que um grão de arroz queimado no fundo da panela. Mas pelo menos foi motivo de post. Ou sei lá, motivo pra reclamar. Bom, é…mas e…

Tá, nem vale tanta coisa assim.

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Lost

lost

*_*

Vontade monstra de assistir Lost. Parei na terceira temporada. Eu ainda estava na faculdade quando comecei a ouvir sobre a série, mas não dava a mínima </esnobe>. Era caro comprar e eu não tinha uma conexão decente pra baixar </pobreza>. Ficava à deriva, ouvindo os comentários mais que exaltados dos colegas de sala sobre os episódios misterioros.

Logo depois que acabou a faculdade eu resolvi dar um upgrade na minha conexão. Daí então eu pude baixar toda sorte de tranqueiras, e entre os filmes, músicas e afins, resolvi baixar as três temporadas já disponíveis. Comecei a ver, despretenciosamente, como quem não esperava nada de mais </esnobeagain>. Mas, pra que? Desde o primeiro episódio até o último da 3ª temporada eu gastei, mais ou menos, uns 7 dias. É, não deu nem uma semana! Fiquei tardes e noites, um episódio atrás do outro. Non stop. Pirei mesmo. Do nada aquela ilha (ou qualquer outra) tornou-se meu mundo perfeito. Eu queria morar em uma ilha. Eu queria ir para o Hawai. Eu queria várias coisas, mas a principal era sumir.

Por que?

Não sei. Só queria.

Acho que nasci com esse meu lado meio bicho do mato “survivor” muito forte, e ter assistido a série aguçou um pouco mais. Não que eu consiga viver longe da civilização, tecnologia, conforto e sorvete de creme, mas adoraria passar por uma experiência do gênero (bem, sem quedas de avião). Tá, sou louca, admito. Mas será que fui a única a pirar?

Não respondam.

Legal, fissurei. Mas, e hoje? Hoje eu não vejo Lost desde o começo da 4ª temporada. Aliás, vi alguns trechos, mas não fui até o final. Se bobear estou bem perdida no contexto, nos acontecimentos e no desdobramento dos mistérios. Ficar um tempão esperando entre a 3ª e 4ª temporada foi brochante. Tentei me consolar nos tópicos de discussão do Orkut, blogs, fóruns, etc, mas nada saciava a vontade de ver logo o final.

Mas talvez tenha sido melhor assim. Manter o mistério (já que parei numa parte sem nada muito esclarecido) faz com que aquele gosto de “pqp, que série dukrlho” permaneça por mais um tempo. E já que esperar não é muito comigo, quando voltar a ver não terei que aguardar tanto tempo pelas demais temporadas. Vai até o ano que vem, né? Então, acho que consigo ir vendo aos poucos. Mas ainda tenho vontade de rever do começo, pois a piração foi muito bacana. Não dá pra explicar.

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E o xitus não é mais o mesmo…

E nem eu.

Ontem indo embora comecei a relembrar os velhos tempos do 100nexo! O “100 nexo” foi meu primeiro blog, e o mais utilizado até hoje, efetivamente. Porque assim, eu escrevia. Escrevia MESMO. Todos os dias. Nossa, era cada coisa, mas escrevia e era isso que importava. O 100nexo fez parte da minha vida em várias épocas: quando eu só estudava para o vestibular e não fazia mais nada da vida (pedalava todos os dias também, vai), quando eu comecei a trabalhar em uma loja de arte e continuei estudando para o vestibular (sua donkey, prestou 3 vezes e nada!), e também a época em que entrei na faculdade (tcharam!  um dia eu consegui).

Posso dizer que a época pré-faculdade foi a mais criativa. Eu estudava muito, coisas diversas e também trabalhava em um ambiente rodeado de coisas novas todos os dias. Encontrava cada figura ao longo da semana e tudo, no final, acabava virando post. Cada dia era uma surpresa diferente, e por isso, motivo para escrever textos malucos e sem noção. Eu gostava daquilo, principalmente porque no começo eu não escrevia para ninguém. Juro, não esperava (e nem queria) que ninguém lesse. Eu escrevia para mim e isso bastava. Era tipo uma conversa comigo mesma, parecia autista. Precisava ver…

Mas aí o BliG (lembram dele?) começou a promover aquelas listas bacanas de “mais atualizados”, “destaques do dia” e até rolou um concurso de layout mais legal (eu participei, tia! eu participei!). Por falar em layout eu tinha (tinha?) uma instabilidade absurda. A cada semana, no máximo mês, eu mudava o layout. Tenho todos guardados. Mas enfim, com as novidades do BliG, comecei a aparecer na página inicial do site e algumas pessoas caíram de pára-quedas no blog (oi, pessoas!). Começaram a ler, gostaram daquilo e aí se iniciou um pequeno, mas valioso, círculo de amizades que (boa parte deles) mantenho até hoje. Alguns conheci pessoalmente, outros se mantém pelas mensagens instantâneas, e mais recentemente pelo Orkut, Twitter e derivados.

E isso tudo me faz tanta falta (o blog), mas que ficou no seu devido tempo (o blog, que por sinal guardei todo no meu pc). Foi algo muito importante para mim ter tido aquele espaço para expressar minhas idéias insanas e ter contato com pessoas tão diferentes. Época em que as pessoas mantinham um blog para falar sobre a vida (não necessariamente a delas), filosofar sobre as coisas boas e ruins do cotidiano, fazer poesia, falar sobre sentimentos, família, amores, amigos, comida, teorias loucas, babaquices e toda a sorte de assuntos que, raramente, vemos hoje em dia. Ok, reconheço que existem, mas que talvez por estar imersa no mundo da tecnologia, não os vejo mais. Aceito indicações! :)

Mas aquele fazia sentido para mim, e todos aqueles que faziam parte daquela época. Tudo aquilo que eu postava fazia, de alguma forma, com que meus dias fossem mais engraçados, panacas, legais, melancólicos, coloridos, musicais, etc etc etc. Apesar de tudo, acho que cada fase tem um papel importantíssimo em nossas vidas, ainda que não percebamos ou com o passar do tempo pensemos que foram só bobeiras.

Hoje o “xitus power” de tempos atrás faz falta. O sabor não é mais o mesmo, literalmente. Talvez o xitus bolinha consiga substituir, mas não sei. Ou o leite condensado. As conversas do Pink e do Cérebro. Do Tico e Teco. A dominação do mundo e de todos os caminhões de xitus.

Tá vendo só?

Foram maluquices boas, porém não mais as mesmas. Mas ficarão pra sempre na memória, no coração e nos bytes do meu computador. E não, eu não quero só mais um blog entupetado de propagandas e “copy and past” daqui e dali. Tem um pouquinho do 100nexo por aqui ainda, e espero que continue tendo.

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