“Pí pí pí pí… pí pí pí pí… pí pí pí pí… pí pí pí pí”…
Alarme irritante, mas acorda. Espreguiça, coloca os chinelos, levanta-se, anda pelo quarto, acende a luz, abre a porta, sai do quarto, anda pela sala, chega ao banheiro, toma banho, sai do banheiro, anda pela sala, entra no quarto, abre a porta do guarda-roupa, veste-se, penteia o cabelo, coloca os sapatos, sai do quarto, anda pela sala, chega a cozinha, toma café, sai da cozinha, anda pela sala, entra no quarto, pega a bolsa, confere o horário no celular, sai do quarto, anda pela sala, abre a porta da frente, tranca a porta, anda pela garagem, anda pelo quintal, abre o portão, sai pelo portão, tranca o portão, desce a rua, sobre outra rua, vira à esquerda, anda pela calçada, pára no ponto de ônibus, espera o ônibus, acena para o ônibus, entra, senta (ou não), lê um livro, ouve conversas, boceja, olha pela janela, pensa na vida, pensa no futuro, abre um sorriso, levanta do assento, se dirige para a porta, puxa o cordão para o ônibus parar, desce pela porta de trás, anda pela calçada, sobe a rua, entra na porta grande à esquerda, sobe quatro lances de escada, vira à esquerda, anda por um corredor, passa por uma porta de vidro, vira à esquerda, depois à direita, passa por duas portas, anda pela sala, senta-se em sua cadeira, liga o computador, digita, digita, digita, digita…
… e acorda.
