
Eu queria dizer que: na verdade eu não tenho muito o que dizer, pelo menos não assim, de cara. Final de ano sempre rola aquela introspecção malandra que faz a gente pensar em todas as coisas que fizemos ao longo dos meses que se foram. Aí sei lá, às vezes dá vontade de dormir e acordar só em 2010, mas algumas vezes dá vontade de fechar as portas e ficar em 2009, só curtindo um pouco mais de tudo de bom que aconteceu.
Apesar de não saber exatamente o que escrever, dá pra dizer bastante coisa de 2009: que foi legal, que foi chato, muito triste, muito feliz, surpreendente, monótono, cansativo, inovador, demorado, rápido, intenso, sereno, estressante, maravilhoso, enfim… foi tanta coisa! Mas independente do que ele foi, dá para dizer também que eu vivi, e muito. E vivi com vontade cada coisa que aconteceu e também as que ainda não aconteceram.
Eu vivenciei férias maravilhosas, um trabalho novo, novos desafios e novas pessoas, vivenciei um relacionamento de formas únicas e inexplicáveis. Vivenciei também cada momento de expectativa procurando pelo nosso canto que ainda não achamos, os planos, as vontades, as afinidades. Continuei a me deixar levar pelas grandes paixões que me acompanham e que me fazem acreditar cada vez mais na vida e na arte. Vivenciei os detalhes, os pequenos momentos comigo mesma, as conversas sobre os sonhos, aprendizados, projetos malucos e sobre a vida. Vivenciei cada sentimento de forma intensa e irreversível. O que ficou no coração ficou, não tem volta.
Posso dizer que chorei pra caramba, que ri mais ainda (com dor na bochecha e tudo mais) e que aprendi mais sobre mim e meus sentimentos em 1 ano do que nos últimos 10 anos. Cai, levantei, tropecei e nem por isso deixei de acreditar que a todo momento as coisas se renovam de maneiras que nem sempre conseguimos entender, mas que SEMPRE existem motivos (geralmente aqueles que só entendemos depois de um tempo). Aprendi a respeitar o que sinto e aceitar que limites existem para que não machuquemos a nós mesmos. Mas só para isso mesmo, pois os limites que não cuidam, só estragam.
Fácil é dizer que viver é fácil. Viver não é fácil não, mas vale a pena quando você percebe a grandiosidade de tudo ao seu redor. Vale a pena quando você se dá conta de que é um ser muito ínfimo diante de todo o universo, mas que é gigante quando está consigo mesmo (a gente só ainda não sabe usar de forma benéfica toda essa grandiosidade, mas torço para que isso aconteça algum dia).
Mas, oi? Chega né? Eu escrevi, escrevi e não tenho nenhuma conclusão para finalizar esse texto (talvez porque minha inspiração tenha sido interrompida por uma queda de energia). E não, eu não li nenhum livro de autoajuda recentemente. Mas senti vontade de expressar o que 2009 representou para mim, em termos mais emocionais do que materiais. Talvez porque penso que os primeiros devem ter muito mais importância que os segundos.
Então é isso aí. Ano novo não é sinônimo de uma “divisão” lógica pra mim, porque do mesmo jeito que será 31 de dezembro, será 1º de janeiro, então estamos quites. Mas acho importante fazer dessa “passagem” algo especial, pra guardar junto de todas as boas lembranças que devem permanecer no coração.
E que o seu final de ano, pessoa que me lê, seja realmente GRANDIOSO. E lógico, que o início do próximo seja mais grandioso ainda.
