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Aprendendo a ver

Hoje, em mais um dos meus momentos matinais dentro do coletivo, tive a sorte de conseguir um assento vazio e pude ler o artigo abaixo sobre coisas que eu sempre enfatizo (nem que seja para mim mesma): capacidade de observar, de dar valor aos detalhes, apuração do senso crítico e analítico e o afastamento da superficialidade. O superficial é vazio. Absorver as coisas ao nosso redor vai além do que imaginamos… :)

Aprenda a ver... (Luli Radfahrer)

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Humpf… =D

Ficar em casa nas férias não é comigo, definitivamente. Acho que a idade vai levando a paciência da gente para alguma aldeia distante e inacessivel, porque qualquer coisa que não esteja dentro da sua rotina mexe com os nervos. Ter alguém falando o tempo todo no seu ouvido ou ouvindo os mesmos programas tolos de finais de ano já são o suficiente para surgir aquela vontade quase que incontrolavel de calçar um tênis e sumir.

Será que é tão difícil assim relaxar nesses dias e esquecer da vida? Não deveria né… mas vamo que vamo! Ainda deve existir algum resquício de paciência em algum lugar que eu ainda não descobri.

Desenhar seria uma salvação?

Update: Salvação eu não digo, mas ajudou bastante. Tudo bem que não escolhi o desenho mais fácil para voltar a desenhar, mas me diverti bastante fazendo este. E eu entendo se as protagonistas da minha experiência entrarem em depressão por não parecerem o que deveriam parecer e por eu as ter deixado menos esbeltas, hehehe. Culpa dos panetones, não minha… :o)

Girafas dançarinas de ballet

Feliz Ano Nooooooovo pessoaaaaaaaal... hic!

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Trocas

“Instead of seeking new landscapes, develop new eyes” ~ Marcel Proust

É, nós sempre estamos procurando por coisas boas no mundo ao nosso redor, mas cada vez menos nos preocupamos em construí-las dentro de nós mesmos e espalhar por aí. Esperamos bondade, fraternidade, gratidão, generosidade e tantos outros adjetivos no “outro”, e quase nunca no “eu”. Não pensamos que a probabilidade de encontrar algo que também oferecemos é bem maior do que quando não oferecemos nada. Vivemos em tempos de egoísmo: eu só te amo se você me amar também. Você só respeita se te respeitarem, só faz uma gentileza se alguém te fizer alguma, só presenteia se também ganhar algo… você só é bom se também o serem para com você. É a política da troca.

E vivendo numa política assim, você acaba se dando conta de que não vê mais as coisas bonitas ao seu redor e que tudo o que esperava da vida não se concretizou. Nunca se concretiza. Começa a reclamar e achar tudo uma droga. As coisas não caminham, os planos não dão certo e suas expectativas acabam culminando em eternas frustrações. Que vida, hein?

Mas ainda assim não pára pra pensar que talvez seja a hora de você mudar, de você oferecer, doar, se reciclar. Não não, você nunca precisa mudar. As outras pessoas precisam, a natureza precisa, os astros precisam, o universo todo precisa.

Menos você.

E seu umbigo continua ali, no centro de todas as atenções.

E você fica aí, sendo só mais um em meio a uma multidão já tão acostumada a ser “mais do mesmo” e não se importando nem um pouco com isso.

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Almost there…

Eu queria dizer que: na verdade eu não tenho muito o que dizer, pelo menos não assim, de cara. Final de ano sempre rola aquela introspecção malandra que faz a gente pensar em todas as coisas que fizemos ao longo dos meses que se foram. Aí sei lá, às vezes dá vontade de dormir e acordar só em 2010, mas algumas vezes dá vontade de fechar as portas e ficar em 2009, só curtindo um pouco mais de tudo de bom que aconteceu.

Apesar de não saber exatamente o que escrever, dá pra dizer bastante coisa de 2009: que foi legal, que foi chato, muito triste, muito feliz, surpreendente, monótono, cansativo, inovador, demorado, rápido, intenso, sereno, estressante, maravilhoso, enfim… foi tanta coisa! Mas independente do que ele foi, dá para dizer também que eu vivi, e muito. E vivi com vontade cada coisa que aconteceu e também as que ainda não aconteceram.

Eu vivenciei férias maravilhosas, um trabalho novo, novos desafios e novas pessoas, vivenciei um relacionamento de formas únicas e inexplicáveis. Vivenciei também cada momento de expectativa procurando pelo nosso canto que ainda não achamos, os planos, as vontades, as afinidades. Continuei a me deixar levar pelas grandes paixões que me acompanham e que me fazem acreditar cada vez mais na vida e na arte. Vivenciei os detalhes, os pequenos momentos comigo mesma, as conversas sobre os sonhos, aprendizados, projetos malucos e sobre a vida. Vivenciei cada sentimento de forma intensa e irreversível. O que ficou no coração ficou, não tem volta.

Posso dizer que chorei pra caramba, que ri mais ainda (com dor na bochecha e tudo mais) e que aprendi mais sobre mim e meus sentimentos em 1 ano do que nos últimos 10 anos. Cai, levantei, tropecei e nem por isso deixei de acreditar que a todo momento as coisas se renovam de maneiras que nem sempre conseguimos entender, mas que SEMPRE existem motivos (geralmente aqueles que só entendemos depois de um tempo). Aprendi a respeitar o que sinto e aceitar que limites existem para que não machuquemos a nós mesmos. Mas só para isso mesmo, pois os limites que não cuidam, só estragam.

Fácil é dizer que viver é fácil. Viver não é fácil não, mas vale a pena quando você percebe a grandiosidade de tudo ao seu redor. Vale a pena quando você se dá conta de que é um ser muito ínfimo diante de todo o universo, mas que é gigante quando está consigo mesmo (a gente só ainda não sabe usar de forma benéfica toda essa grandiosidade, mas torço para que isso aconteça algum dia).

Mas, oi? Chega né? Eu escrevi, escrevi e não tenho nenhuma conclusão para finalizar esse texto (talvez porque minha inspiração tenha sido interrompida por uma queda de energia). E não, eu não li nenhum livro de autoajuda recentemente. Mas senti vontade de expressar o que 2009 representou para mim, em termos mais emocionais do que materiais. Talvez porque penso que os primeiros devem ter muito mais importância que os segundos.

Então é isso aí. Ano novo não é sinônimo de uma “divisão” lógica pra mim, porque do mesmo jeito que será 31 de dezembro, será 1º de janeiro, então estamos quites. Mas acho importante fazer dessa “passagem” algo especial, pra guardar junto de todas as boas lembranças que devem permanecer no coração.

E que o seu final de ano, pessoa que me lê, seja realmente GRANDIOSO. E lógico, que o início do próximo seja mais grandioso ainda.

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Então é fim de ano…

E quem se arrisca a ir as compras no furdunço que estão as lojas nesse final de ano? Fui sábado comprar um tênis e imagina só que paz e serenidade eu encontrei no principal calçadão (na verdade o único) aqui da cidade. Aliás, famoso esse calçadão. Tão famoso que quem mora muito distante do centro (que é onde fica o calçadão) diz que “vai pra cidade” quando vai fazer compras. E eles moram onde afinal? No mato?

Ok, não responda.

Então, eu fui. Com o namorado (NOSSA), que por sua vez levou a sobrinha (NOOOOOOOOOSSA). Pensa num caos, gente falando o tempo todo, trombando em você, pisando no seu pé, vendedor te atropelando, namorado com cara de fome e já estressado, sobrinha querendo ir no banheiro e eu… bom, eu ali né, apreciando a incrível cena consumista que todo final de ano assola nossa humanidade (óh, que bonito). Mas não me estressei não, até que estava bem sossegada. Acho que quando se trabalha em uma sala fechada durante toda a semana, tendo contato com no máximo 10 pessoas por dia, é menos difícil lidar com situações desse tipo. Inferno é pouco, devo dizer, mas tolerável (pra mim, mas nem sempre, claro).

Olhei as opções de tênis em duas lojas. Na terceira comprei. Aqui não adianta pesquisar MUITO quando o assunto é calçado, como eu sempre faço com a maioria das coisas. Quase sempre o preço é o mesmo, o dono e até as vendedoras vivem dando rolés pelas outras lojas. Aí fica fácil perceber que gastar sola de sapato não vai compensar muito. Mas vale dar uma pesquisadinha, vai, e fugir dos “xópis centis” que arrancam o couro.

Mas enfim, tênis novo em mãos, fomos almoçar. Sábado pede algo diferente, não sei explicar. Mas só pede algo diferente se você está na rua, porque se está em casa qualquer coisa serve (meu caso). Então é psicológico.

Após entrar no restaurante…

“NÃOOOOOOOOOOOOO, não é aqui que come, tem que pesar primeiro!!!” XD

Eu ri por uns 10 minutos depois de ouvir o namorado orientar a sobrinha, assim delicadamente, que não era para experimentar as batatinhas ali no balcão, e sim depois de fazer o prato e pesar, hahauhauhau (prato é para os fracos, ela deve ter pensado). Com 6 anos a gente aprende muita coisa, né? O aprendizado é uma coisa incrível mesmo… Enfim, depois dela ter enchido o prato de manga de R$ 24,00 o quilo (?????), eis que pudemos nos sentar e fazer uma refeição tranquilamente, sem pessoas pisando no nosso pé. O resto do sábado foi normal, como todo sábado a tarde normalmente é.

Aí eu volto ao assunto principal do post que é o ritmo maluco que a vida toma em finais de ano. Quando você pensa estar no começo de dezembro, se dá conta que já percorreu 1/3 do mês. Quando pensa em comprar algum presente logo lembra que vai passar, pelo menos, umas 4 horas enfiado em lojas lotadas de pessoas mal educadas (falo por ter passado por isso, mas não que seja regra), falando alto, correria, calor e preços nem tão baixos assim.

Fim de ano banaliza muita coisa, dentre elas o dinheiro que você rala pra ganhar o ano todo e o tempo que você poderia utilizar de forma mais produtiva. Além de esgotar a paciência e aumentar a vontade de voltar alguns bons anos atrás quando comprar tinha menos importância do que aproveitar as coisas bacanas que essa época nos oferece.

Mas vamos lá, né? The show must go on..

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Das coisas que eu não entendo

Se tem uma coisa que me incomoda bastante é o tipo de comportamento onde o hábito é estabelecer regras infundadas e exigir que as mesmas sejam seguidas, assim, do nada. É o mesmo que chegar a uma pessoa que você não conhece, olhar para os pés dela e dizer: “ei, você não pode usar essa meia de bolinhas, só essa com listras de zebrinha.. u.u”. Eu não entendo, mas a analogia também não ajudou muito.

Refiro-me ao Twitter, mais especificamente à sua forma de utilização. Dia desses li mais um comentário, dentre tantos, dizendo que o Twitter não é para isso, não é para aquilo, que as pessoas estão usando de forma equivocada e não sei mais o que. Mas perai… cadê o manual, tio? No meu entendimento o uso do Twitter, inicialmente, era bem subestimado em comparação a hoje. Porque você chegar a uma página web e digitar em no máximo 140 caracteres o que você está fazendo não me soa muito produtivo. Aí hoje aparecem regras alienígenas? Eu hein.

Mas o negócio foi crescendo, ficando popular, “badalado”. Todo mundo tem. Todo mundo quer. Uma loucura. Algumas empresas usam para vender, outras promover, profissionais de diversas áreas para compartilhar conhecimento, marcas para reunir consumidores, vovós para divulgar suas receitas de bolinhos de chuva e algumas celebridades não usam para nada relevante. Fato. Mas… é.

Só que aí tem gente que só usa mesmo como mais um “canal de comunicação” com os conhecidos. Tá, um canal não tão relevante e pessoas não tão conhecidas assim, mas e daí? E daí que as pessoas querem enviar tweets inúteis para seus followers? E daí que preferem trocar algumas palavras pelo twitter ao invés de usar e-mail ou programa de mensagem instantânea? E daí que acham legal compartilhar detalhes da sua vida pessoal? Mas… e daí? Acredito que o “problema” todo é resolvido quando você clica em “unfollow”. Pronto, olha quanto esforço. Não precisa enviar mais e mais tweets reclamando que essas pessoas estão utilizando o twitter DELAS de uma forma que você não concorda, e escrever posts em blogs, organizar movimentos, protestos sem roupa pelas ruas e… tá, sem protestos. Mas é mais ou menos assim, contagia.

Então eu não entendo a birra que algumas pessoas teimam em cultivar com relação aos “Joselitos” da internet. Uma vez sendo assim, dificilmente ficar ditando regrinhas e dando liçõezinhas resolverá alguma coisa. Pergunta se essas pessoas se importam? Se elas ligam para o que você fica cricrizando por ai? E além do mais tudo é fase, tudo cansa, tudo enjoa. O uso equivocado dessas ferramentas sempre tem um fim, é só olhar para trás e constatar.

Porque o que é bom e produtivo sempre resiste, com ou sem Joselitos. Não tem porque despender tanta energia com tanto “blá blá blá”.

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ShitHappensAllTheTime

Já pensou se todas as nossas invenções dessem certo? Sonho com isso.

Eu inventaria uma faca que não me cortasse toda vez que usasse ela, evitando assim que eu ficasse preocupada, em caso de acidente, se meu dedo iria sobreviver ou não.

Já que não vim de fábrica com o neurônio responsável pela “calma e paciência” na cozinha, por que não apelar para uma ação preventiva? Pra tudo deve haver uma solução.

E nem adianta dizer que manter as facas afastadas é uma delas.

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Cadê meu dia?

E os dias estão passando assim, voando. Já estamos em outubro de um ano que, pra mim, mal começou. Me peguei pensando nos planos que fiz, nas idéias que tive, nos momentos que passei e em toda sorte de coisas que eu sonhei pra mim no dia 1º de janeiro. De certa forma muito daquilo tudo aconteceu, e até um pouco mais do que eu imaginava, mas a sensação de que a vida está passando em estalares de dedo me incomoda bastante.

Às vezes bate uma tristeza de saber que a maioria das coisas que fazemos estão presas a regras e conceitos pré-estabelecidos, e que uma minoria de momentos, realizações e desejos são concretizados. Justamente aqueles que trazem alegria pra nossa alma.

É tudo tão… engessado.

Você acorda, vai trabalhar, sai para almoçar (quando sai), volta para o trabalho, sai do trabalho, vai pra casa, toma um banho, dencansa e começa tudo de novo.

Às vezes você sai, às vezes você joga bola com seu filho, às vezes você lê um livro por mais de uma hora, às vezes você toca seu violão ou desenha no seu velho caderno. Às vezes você se permite ficar acordado até mais tarde contando histórias entre amigos, às vezes você leva seu cão pra passear pelo bairro, às vezes você emprega algumas horas preparando uma surpresa pra alguém. Às vezes você convida seus pais para jantarem todos fora, às vezes você se preocupa mais com sua saúde do que com suas obrigações, às vezes você pára por 15 minutos e presta atenção em sua respiração (geralmente só quando algo acontece pra impulsionar isso). Às vezes você tira uma tarde pra se cuidar, às vezes você calça seu tênis e vai caminhar, às vezes você coloca seu CD preferido e começa a cantar…

Só às vezes você se agrada. Só às vezes você se dá atenção.

Só às vezes você vive.

Na maior parte do tempo você só está preocupado com o tempo. No tempo que não tem, no tempo que gostaria de ter, nas horas que não vê passar. Não percebe que se a preocupação deixar de ser o foco, todo o tempo que ela ocupa ficará disponível pra você.

Mas não parece tudo tão fácil quando escrevemos? Aquela filosofia tola, piegas e barata? É, pode ser, pode ser. Vai de quem lê.

Cada qual com sua “filosofia”.

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Constatações Fridayanas

Tem dias que a gente acorda bem, mas tem dias que… né, acorda mal prakct. Na verdade eu só estou cansada mesmo, braços, pernas, ombros e pescoços que o digam. Digo, pescoço.

MAS HOJE É SEXTAAAAAAAAAAAA. AEEEEEEEEEEEEEEWWWWWWWWWWW.

Mas amanhã eu trabalho.

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! :-(

Tudo bem, né? Tenho muito o que fazer mesmo. Um sábadozinho de manhã vai me ajudar. Sério, não tô sendo irÔnica .

Aí eu fui almoçar hoje né. Na verdade eu almoço todos os dias, mas hoje fui no restaurante. E restaurante tem gente, várias, a todo momento. E o medo da gripe? Aquele povo todo pegando a mesma comida que você vai pegar segundos depois, conversando nesse mesmo momento e aumentando sua paranóia.

Mentira.

Nem estou tão paranóica assim, mas depois de ler uma reportagem na Revista do Brasil sobre restaurantes por quilo eu fiquei meio fresca. Mas eu não sou. Só às vezes. Um pouco .

Voltando ao assunto, estava eu lá na mesa apreciando minha refeição quando ouço na mesa ao lado quatro homens conversando. Não é que eu goste de prestar atenção na conversa alheia, mas quando estamos almoçando sozinhos não se tem muita coisa pra fazer mesmo. E acreditem ou não, eles estavam falando mal de outros homens!

“OHHHHHHH! MAS HOMEM NÃO FALA MAL DE HOMEM!”

Tá. Não fala. Eu falo.

Um deles reclamava que fulano é fidaput* porque é o tipo de cara que adora tomar Skol, mas que quando vai em churrasco só leva Crystal. Olha o teor da reclamação. Cerveja não é tudo igual?

“NÃOOOOOOOOOOOOOOO SUA GONORANTI! Mulher não entende de nada mesmo.”

Er, ok. Também não precisa ofender. Mas aí o papo continuava, né? Revoltadíssimos os demais concordavam! Quando um outro emendou: “E fulano que toda vez leva costela cheia de osso, mas só come a picanha? Esse sim é um folgado!!!!”

gatos-brigando

TOOOOOOOMA SEU SAFADO! LEVA OSSO PRA VER, LEVA!

Aí eu até entendo a revolta deles, mas também constato que não é só mulher que fala mal de mulher. Homem também fala de homem. E pra fechar minha reflexão de hoje, estou eu sentada em um dos bancos aqui perto, lendo meu livrinho sossegada quando três garotos do colegial passam, conversando fervorosamente:

- Quem foi o mané que mandou flores pra Greycelaine?
- Ahhh, mas só pode ter sido aquele tampinha do namorado dela!!!
- É, aquele zé mané que paga uma de playboyzinho, mano!
- Safado, fdp… deixa ele! :@

Tá, só até o segundo diálogo que é verdade. MAS… falam mal sim! Não que isso vai mudar algo na minha vida, pois não vai, mas é engraçado analisar o comportamento dos seres que nos rodeiam.

Mas enfim, né… o jão da Crystal e a gatchénha das flores não estão nem aí pra paçoca.

sossego

Uooooummmmmmmmmmm.....

E nem eu.

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O coletivo nosso de cada dia – 1

onibus

Bip! Bip!...

Se tem uma coisa que me incomoda é transporte coletivo, mais conhecido como o busão nosso de cada dia. Incomoda por vários fatores:

  1. São 35 minutos perdidos do meu dia (só não quando consigo um assento e leio minha revista sobre horóscopo e celebridades … errrr, webdesign);
  2. A quantidade de criaturas do sexo feminino tagarelando e o barulho que todas elas fazem supera minha boa vontade logo nos primeiros minutos da manhã;
  3. O encosta daqui, encosta dali, tropeça de lá e taca a bolsa na sua cara aqui também insultam o meu humor;
  4. As freadas que os nossos motoristas carinhosos e  fofinhos dão só contribuem ainda mais com os hematomas cuti-cuti espalhados pelo corpo. “Olha tia, cê brigou cá tia da esquina, foi?”;
  5. E por fim, mas só porque eu cansei de reclamar, as tias… as tias da 3ª idade que adoram um bailão até as 6 da manhã, mas que fazem cara de vovózinha manca quando entram no coletivo. Não é preconceito, só constatação. Já ouvi cada coisa…

Aí eu me pergunto: pra que, né? Vamo a pé, sedentários cambada! Eu gasto 30 minutos caminhando até meu trabalho e me arrependi amargamente por não ter ido a pé hoje. Pensei: “tenho essa revista pra ler, então compensa ir de busão”. Humpf. Mas eu sou inocente e sempre esqueço que tem uma folgadinha que passa na minha frente na fila pra entrar.

Ok, eu sou uma loser mesmo.

Mas tem a parte chata de esperar o busão também. Pior ainda quando tem alguém mal humorado logo pela manhã no mesmo ponto que você. Sério, essas coisas influenciam a gente (eu, influenciável?). Mas é verdade, negativismo gruda! Melhor mesmo é evitar contato muito próximo ou reflexões matinais com pessoas assim. O dia fica meio, sei lá, com gosto de limão passado.

Aí eu cheguei no meu trabalho, viva até, mas amassada e querendo xingar alguém. O dia foi puxado, pensei que não acabaria. Mas acabou. E então eu vim embora a pé, pelo menos. Esperar 20 minutos pelo ônibus e ficar mais 40 dentro dele (porque pra voltar demora mais) não estava nos meus planos hoje. Vim pensando em quantos ônibus já peguei nessa vida. Acho que foram uns 3419 no total. Não estou certa. Mas pensei em quantas e quantas pessoas já troquei ideia, falei bom dia, boa noite, tive vontade de socar, me esquivei do cheiro bão, cedi meu assento, tomei o assento (mentira), quantos tombos já levei, quantas vezes ouvi xingarem o motorista, quantos barracos presenciei, quantas piadinhas e histórias já escutei e quantas ainda vou escutar.

Apesar de não gostar, faz parte. Faz parte aprender a lidar com isso, a passar por isso. Sempre agrega alguma coisa na nossa história, ainda que valha menos que um grão de arroz queimado no fundo da panela. Mas pelo menos foi motivo de post. Ou sei lá, motivo pra reclamar. Bom, é…mas e…

Tá, nem vale tanta coisa assim.

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