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Aprendendo a ver

Hoje, em mais um dos meus momentos matinais dentro do coletivo, tive a sorte de conseguir um assento vazio e pude ler o artigo abaixo sobre coisas que eu sempre enfatizo (nem que seja para mim mesma): capacidade de observar, de dar valor aos detalhes, apuração do senso crítico e analítico e o afastamento da superficialidade. O superficial é vazio. Absorver as coisas ao nosso redor vai além do que imaginamos… :)

Aprenda a ver... (Luli Radfahrer)

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Relevância com café, por favor

“Escrever sobre o que é relevante”. Muito já li a respeito, mas aí vem a pergunta: o que é relevante em um contexto geral?

Política, filosofia, artes, história, atualidades, religião, esporte, lazer, relacionamentos? O que? O que é relevante para mim também é para você? Qual o ponto chave da relevância? Mas tio, o que é relevância?

Falar sobre minha vida muda algo na sua? Falar sobre política e nada faz alguma diferença? Falar das mesmas coisas que a mídia já fala em demasia vai resultar em algo? Falar das minhas aspirações, ideias, crenças, planos e pensamentos tem algum fundamento?

Eu não sei…

Mas sei que é interessante quando essa avalanche de questionamentos toma conta de alguns breves momentos inertes da minha existência.

Talvez falar sobre qualquer coisa não seja tão relevante mesmo. Falar sobre coisas estranhas, hilárias, sobre pessoas bacanas que passam pela nossa vida, curiosidades que movem nossos instintos ou as bobagens do dia-a-dia. Tudo pode fazer algum ou nenhum sentido. Vai de quem lê.

Então o discurso da relevância às vezes cansa, pois em busca dela muitos tropeçam na repetição. Vamos todos falar sobre coisas relevantes, que no final das contas são as mesmas coisas de sempre. Cadê a diferença?

E não, eu não me incluo entre os que fazem alguma diferença, mas estou aqui de fora olhando as coisas acontecerem e não tenho achado graça em quase nada, já que a relevância está bem deturpada e perdida entre as linhas confusas e cada vez mais escassas.

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2010batimentosporsegundo…

Ansiosainquietanaexpectativaequerendofazertudologodeumavez!

Ai.

Difícil fazer a cabeça parar de pensar, e ela está exatamente assim…

Mudanças... 2010

Quem adivinhar tudo ganha um chokito!

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Humpf… =D

Ficar em casa nas férias não é comigo, definitivamente. Acho que a idade vai levando a paciência da gente para alguma aldeia distante e inacessivel, porque qualquer coisa que não esteja dentro da sua rotina mexe com os nervos. Ter alguém falando o tempo todo no seu ouvido ou ouvindo os mesmos programas tolos de finais de ano já são o suficiente para surgir aquela vontade quase que incontrolavel de calçar um tênis e sumir.

Será que é tão difícil assim relaxar nesses dias e esquecer da vida? Não deveria né… mas vamo que vamo! Ainda deve existir algum resquício de paciência em algum lugar que eu ainda não descobri.

Desenhar seria uma salvação?

Update: Salvação eu não digo, mas ajudou bastante. Tudo bem que não escolhi o desenho mais fácil para voltar a desenhar, mas me diverti bastante fazendo este. E eu entendo se as protagonistas da minha experiência entrarem em depressão por não parecerem o que deveriam parecer e por eu as ter deixado menos esbeltas, hehehe. Culpa dos panetones, não minha… :o)

Girafas dançarinas de ballet

Feliz Ano Nooooooovo pessoaaaaaaaal... hic!

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Trocas

“Instead of seeking new landscapes, develop new eyes” ~ Marcel Proust

É, nós sempre estamos procurando por coisas boas no mundo ao nosso redor, mas cada vez menos nos preocupamos em construí-las dentro de nós mesmos e espalhar por aí. Esperamos bondade, fraternidade, gratidão, generosidade e tantos outros adjetivos no “outro”, e quase nunca no “eu”. Não pensamos que a probabilidade de encontrar algo que também oferecemos é bem maior do que quando não oferecemos nada. Vivemos em tempos de egoísmo: eu só te amo se você me amar também. Você só respeita se te respeitarem, só faz uma gentileza se alguém te fizer alguma, só presenteia se também ganhar algo… você só é bom se também o serem para com você. É a política da troca.

E vivendo numa política assim, você acaba se dando conta de que não vê mais as coisas bonitas ao seu redor e que tudo o que esperava da vida não se concretizou. Nunca se concretiza. Começa a reclamar e achar tudo uma droga. As coisas não caminham, os planos não dão certo e suas expectativas acabam culminando em eternas frustrações. Que vida, hein?

Mas ainda assim não pára pra pensar que talvez seja a hora de você mudar, de você oferecer, doar, se reciclar. Não não, você nunca precisa mudar. As outras pessoas precisam, a natureza precisa, os astros precisam, o universo todo precisa.

Menos você.

E seu umbigo continua ali, no centro de todas as atenções.

E você fica aí, sendo só mais um em meio a uma multidão já tão acostumada a ser “mais do mesmo” e não se importando nem um pouco com isso.

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Almost there…

Eu queria dizer que: na verdade eu não tenho muito o que dizer, pelo menos não assim, de cara. Final de ano sempre rola aquela introspecção malandra que faz a gente pensar em todas as coisas que fizemos ao longo dos meses que se foram. Aí sei lá, às vezes dá vontade de dormir e acordar só em 2010, mas algumas vezes dá vontade de fechar as portas e ficar em 2009, só curtindo um pouco mais de tudo de bom que aconteceu.

Apesar de não saber exatamente o que escrever, dá pra dizer bastante coisa de 2009: que foi legal, que foi chato, muito triste, muito feliz, surpreendente, monótono, cansativo, inovador, demorado, rápido, intenso, sereno, estressante, maravilhoso, enfim… foi tanta coisa! Mas independente do que ele foi, dá para dizer também que eu vivi, e muito. E vivi com vontade cada coisa que aconteceu e também as que ainda não aconteceram.

Eu vivenciei férias maravilhosas, um trabalho novo, novos desafios e novas pessoas, vivenciei um relacionamento de formas únicas e inexplicáveis. Vivenciei também cada momento de expectativa procurando pelo nosso canto que ainda não achamos, os planos, as vontades, as afinidades. Continuei a me deixar levar pelas grandes paixões que me acompanham e que me fazem acreditar cada vez mais na vida e na arte. Vivenciei os detalhes, os pequenos momentos comigo mesma, as conversas sobre os sonhos, aprendizados, projetos malucos e sobre a vida. Vivenciei cada sentimento de forma intensa e irreversível. O que ficou no coração ficou, não tem volta.

Posso dizer que chorei pra caramba, que ri mais ainda (com dor na bochecha e tudo mais) e que aprendi mais sobre mim e meus sentimentos em 1 ano do que nos últimos 10 anos. Cai, levantei, tropecei e nem por isso deixei de acreditar que a todo momento as coisas se renovam de maneiras que nem sempre conseguimos entender, mas que SEMPRE existem motivos (geralmente aqueles que só entendemos depois de um tempo). Aprendi a respeitar o que sinto e aceitar que limites existem para que não machuquemos a nós mesmos. Mas só para isso mesmo, pois os limites que não cuidam, só estragam.

Fácil é dizer que viver é fácil. Viver não é fácil não, mas vale a pena quando você percebe a grandiosidade de tudo ao seu redor. Vale a pena quando você se dá conta de que é um ser muito ínfimo diante de todo o universo, mas que é gigante quando está consigo mesmo (a gente só ainda não sabe usar de forma benéfica toda essa grandiosidade, mas torço para que isso aconteça algum dia).

Mas, oi? Chega né? Eu escrevi, escrevi e não tenho nenhuma conclusão para finalizar esse texto (talvez porque minha inspiração tenha sido interrompida por uma queda de energia). E não, eu não li nenhum livro de autoajuda recentemente. Mas senti vontade de expressar o que 2009 representou para mim, em termos mais emocionais do que materiais. Talvez porque penso que os primeiros devem ter muito mais importância que os segundos.

Então é isso aí. Ano novo não é sinônimo de uma “divisão” lógica pra mim, porque do mesmo jeito que será 31 de dezembro, será 1º de janeiro, então estamos quites. Mas acho importante fazer dessa “passagem” algo especial, pra guardar junto de todas as boas lembranças que devem permanecer no coração.

E que o seu final de ano, pessoa que me lê, seja realmente GRANDIOSO. E lógico, que o início do próximo seja mais grandioso ainda.

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Sobre escrever

Escrever já foi uma tarefa fácil. Na verdade era algo quase incontrolável. Após refletir sobre isso por um bom tempo, penso que talvez o meio no qual nos encontramos contribua para isso (trabalho, casa, etc).

Eu chegava a fazer tópicos em pedaços de papéis sobre o que minha mente inquieta queria escrever, e no pouco tempo que tinha escrevia coisas gigantes, mas não necessariamente relevantes. E pronto… era fácil demais.

Mas hoje os rompantes de euprecisoescreverurgentemente estão bem escassos, então ter um blog acaba se tornando quase inútil. Mas estamos aí, buscando inspiração nas coisas da vida. Percebi que quando estou emocionalmente mais vulnerável (ou até mesmo feliz) não consigo escrever aqui, e sim em outros lugares (outro blog, papel, em rabiscos…). O que me preocupa é concluir que esse estado emocional se ocupa de bons períodos.

Anyway…

Acho que pra mim o estado perfeito é aquele em que todos os outros sentimentos hibernam enquanto a criatividade toma conta. Tenho receio de nunca aprender como separar as coisas.

Mas vai saber como alcançar esse estado quando a gente tem vontade né. Alguém tem a fórmula?

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Dias com chuva

É bom passar um tempo sozinho, assim, pela manhã. Dá pra pensar em coisas que estão esperando para serem feitas, planejar o dia, planejar a noite, sonhar acordado, pensar no que faz falta e correr atrás, cuidar da mente, produzir ideias, ouvir o silêncio, passear entre os pensamentos e concluir que a vida é assim, um conjunto de pequenos momentos que se desorganizam o tempo todo, mas que em algum sábado de manhã voltam ao seu devido lugar.

Viver é tão bom quando a gente sente aquela pontinha de felicidade ao se dar conta que tudo que fazemos vale a pena.

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Cadê meu dia?

E os dias estão passando assim, voando. Já estamos em outubro de um ano que, pra mim, mal começou. Me peguei pensando nos planos que fiz, nas idéias que tive, nos momentos que passei e em toda sorte de coisas que eu sonhei pra mim no dia 1º de janeiro. De certa forma muito daquilo tudo aconteceu, e até um pouco mais do que eu imaginava, mas a sensação de que a vida está passando em estalares de dedo me incomoda bastante.

Às vezes bate uma tristeza de saber que a maioria das coisas que fazemos estão presas a regras e conceitos pré-estabelecidos, e que uma minoria de momentos, realizações e desejos são concretizados. Justamente aqueles que trazem alegria pra nossa alma.

É tudo tão… engessado.

Você acorda, vai trabalhar, sai para almoçar (quando sai), volta para o trabalho, sai do trabalho, vai pra casa, toma um banho, dencansa e começa tudo de novo.

Às vezes você sai, às vezes você joga bola com seu filho, às vezes você lê um livro por mais de uma hora, às vezes você toca seu violão ou desenha no seu velho caderno. Às vezes você se permite ficar acordado até mais tarde contando histórias entre amigos, às vezes você leva seu cão pra passear pelo bairro, às vezes você emprega algumas horas preparando uma surpresa pra alguém. Às vezes você convida seus pais para jantarem todos fora, às vezes você se preocupa mais com sua saúde do que com suas obrigações, às vezes você pára por 15 minutos e presta atenção em sua respiração (geralmente só quando algo acontece pra impulsionar isso). Às vezes você tira uma tarde pra se cuidar, às vezes você calça seu tênis e vai caminhar, às vezes você coloca seu CD preferido e começa a cantar…

Só às vezes você se agrada. Só às vezes você se dá atenção.

Só às vezes você vive.

Na maior parte do tempo você só está preocupado com o tempo. No tempo que não tem, no tempo que gostaria de ter, nas horas que não vê passar. Não percebe que se a preocupação deixar de ser o foco, todo o tempo que ela ocupa ficará disponível pra você.

Mas não parece tudo tão fácil quando escrevemos? Aquela filosofia tola, piegas e barata? É, pode ser, pode ser. Vai de quem lê.

Cada qual com sua “filosofia”.

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Aos 5 anos…

Brincando...

Olha só quanta arte, gente!

Às vezes a gente só quer brincar de ser criança de novo, sem precisar se preocupar se as coisas estão bem ou mal, ou se existem contas para pagar, se o IPTU está vencido, se as notas na faculdade não estão bem, se seu irmão caçula te inferniza o tempo todo, se você perdeu todo seu dinheiro apostando numa corrida de formigas ou se as jujubas que  comprou na doceria estão com o prazo de validade até 1997.

Não importa. Nada disso importa quando a gente é criança. Você vai comer as jujubas vencidas mesmo e vai achar o máximo. Bom, nem tanto assim. Pelo menos até o momento em que elas começarem a fazer efeito. Mas isso é outro caso.

Às vezes a gente só PRECISA ser criança de novo. Rolar na grama, rir de si mesmo, cantar sem se preocupar com afinação, se permitir conhecer coisas novas (sem medo), falar a verdade quando achar que deve, redescobrir como arrancar sorrisos com coisas simples, abraçar mais, pedir e dar carinho sem sentir vergonha (aquele beijinho na bochecha tão bom!), se permitir comer aquele doce favorito sem achar que vai engordar 485 quilos por isso, pular corda, correr no parque, tomar banho de chuva, contar estrelas e ficar se perguntando de onde todas elas vem…

Ser feliz, sem querer ser…

Pra ser bem sincera, ser adulto demais às vezes enche o saco.

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