Arquivo da categoria 'Nostalgia'

Sky Trackers

Eu lembro que há alguns meses atrás eu enfiei na cabeça que queria lembrar o nome de uma série que eu assistia todos os dias na TV Cultura, mas não sabia nem o ano, nem o nome. Daí fica difícil né? Procurei por toda parte na internet, com todas as combinações possíveis de descrição do seriado, e nada. Resolvi mandar e-mail para a TV Cultura descrevendo a história e o ambiente dos episódios.

- Ô tio, a série se passava na Austrália e tinha uma menina como protagonista!

Óh, que fácil. Me responderam no dia seguinte, muito prestativos por sinal, mas com TANTA informação assim fica complicado achar algo em um acervo como o deles.

Desencanei.

Mais alguns meses se passaram e eu, do nada, acordo com a tal série na cabeça.

- Mas, hein? Que isso? Perseguição psicológica, subconsciente?

Bom, aí já virou questão de honra descobrir o bendito nome desse seriado, colocar os episódios para baixar e ver o que de tão especial tinha nele para me despertar boas recordações.

E tinha coisa bacana mesmo! Uma família de cientistas que estudam questões astronômicas, contatos extraterrestres, monitoram o espaço e claro, como toda família, vivenciam as mesmas boas e velhas histórias de hoje e sempre: conflitos familiares, mudanças de comportamento, dilemas da adolescência, amores, frustrações, etc.

Os protagonistas são Nikki e Mike (irmãos de pais diferentes, e separados – Tony e Marie -  que no futuro acabam se engraçando), dois adolescentes também envolvidos com o magnífico mundo a ciência. Existe também a irmãzinha Maggie, coisinha fofa pra alegrar (às vezes nem tanto) o convívio familiar (maior pestinha em certos momentos).

Olha, um ET! :D

Aí você me pergunta: e daí? O que tinha de tãoooooo fantááááástico assim?

Cara, vai saber! Mas era legal demais chegar da escola e ligar a TV pra assistir a mais uma história sobre os segredos do espaço, constelações, planetas, mistérios do universo e aventuras “computadorísticas” -  sim, a Nikki manjava muito de PC, e talvez tenha sido nessa época que meu interesse por computadores começava surgir. Maior influência. Eu tinha, sei lá, 17 anos? Estava no colegial, era curiosa pra tudo, vivia estudando e adorava descobrir coisas novas. Então de certa forma ter contato com tudo aquilo que o seriado proporcionava realmente fazia diferença pra mim.

Hoje se você me perguntar sobre os episódios provavelmente eu não vou lembrar de muita coisa (se nem o nome do dito cujo eu lembrava). Mas deixou na memória uma sensação boa de ter aprendido – pelo menos naquele tempo – a ser mais curiosa, fuçada, determinada, esforçada e procurar aprender coisas novas todos os dias. Assim era Nikki, minha ídola na época, hahaha. Olha ela aí:

Nikki

"É hoje que ele não me escapa..."

Ui!

Mas então, aí eu comecei outra saga: procurar os episódios para baixar. Mas santa ilusão, né? Um seriado australiano que só passou na TV Cultura por volta de 1996, vai ter em algum lugar na net pra baixar? É, e não tinha mesmo, pelo menos eu não fui capaz de achar. O máximo que consegui foram os episódios todos postados no YouTube, divididos em três partes cada um (tá aqui o link). Já é alguma coisa. Até tentei comprar o box com 4 DVD’s por um site australiano (ah, e tem o filme também, que eu não vi), mas eles não enviam para o Brasil, e não consigo comprar no Amazon também. Pobre é soda. Mas vou tentar assistir a todos e se rolar volto aqui para escrever mais a respeito… :)

Agora eu preciso adquirir uma habilidade extra(terrestre) pra entender aquele sotaque australiano. O que é aquilo, me explicam? :~

Enfim, tá aí o relato da minha jornada em busca do seriado esquecido. Demorei, mas achei.

E só para complementar, procurei por notícias sobre a atriz – Petra Yared – que representava a minha “ídola”, e descobri que ela se tornou uma linda mulher e que vem fazendo várias coisas desde então. Legal, né? :D

Petra Yared, na telinha! ;)

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Aos 5 anos…

Brincando...

Olha só quanta arte, gente!

Às vezes a gente só quer brincar de ser criança de novo, sem precisar se preocupar se as coisas estão bem ou mal, ou se existem contas para pagar, se o IPTU está vencido, se as notas na faculdade não estão bem, se seu irmão caçula te inferniza o tempo todo, se você perdeu todo seu dinheiro apostando numa corrida de formigas ou se as jujubas que  comprou na doceria estão com o prazo de validade até 1997.

Não importa. Nada disso importa quando a gente é criança. Você vai comer as jujubas vencidas mesmo e vai achar o máximo. Bom, nem tanto assim. Pelo menos até o momento em que elas começarem a fazer efeito. Mas isso é outro caso.

Às vezes a gente só PRECISA ser criança de novo. Rolar na grama, rir de si mesmo, cantar sem se preocupar com afinação, se permitir conhecer coisas novas (sem medo), falar a verdade quando achar que deve, redescobrir como arrancar sorrisos com coisas simples, abraçar mais, pedir e dar carinho sem sentir vergonha (aquele beijinho na bochecha tão bom!), se permitir comer aquele doce favorito sem achar que vai engordar 485 quilos por isso, pular corda, correr no parque, tomar banho de chuva, contar estrelas e ficar se perguntando de onde todas elas vem…

Ser feliz, sem querer ser…

Pra ser bem sincera, ser adulto demais às vezes enche o saco.

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E o xitus não é mais o mesmo…

E nem eu.

Ontem indo embora comecei a relembrar os velhos tempos do 100nexo! O “100 nexo” foi meu primeiro blog, e o mais utilizado até hoje, efetivamente. Porque assim, eu escrevia. Escrevia MESMO. Todos os dias. Nossa, era cada coisa, mas escrevia e era isso que importava. O 100nexo fez parte da minha vida em várias épocas: quando eu só estudava para o vestibular e não fazia mais nada da vida (pedalava todos os dias também, vai), quando eu comecei a trabalhar em uma loja de arte e continuei estudando para o vestibular (sua donkey, prestou 3 vezes e nada!), e também a época em que entrei na faculdade (tcharam!  um dia eu consegui).

Posso dizer que a época pré-faculdade foi a mais criativa. Eu estudava muito, coisas diversas e também trabalhava em um ambiente rodeado de coisas novas todos os dias. Encontrava cada figura ao longo da semana e tudo, no final, acabava virando post. Cada dia era uma surpresa diferente, e por isso, motivo para escrever textos malucos e sem noção. Eu gostava daquilo, principalmente porque no começo eu não escrevia para ninguém. Juro, não esperava (e nem queria) que ninguém lesse. Eu escrevia para mim e isso bastava. Era tipo uma conversa comigo mesma, parecia autista. Precisava ver…

Mas aí o BliG (lembram dele?) começou a promover aquelas listas bacanas de “mais atualizados”, “destaques do dia” e até rolou um concurso de layout mais legal (eu participei, tia! eu participei!). Por falar em layout eu tinha (tinha?) uma instabilidade absurda. A cada semana, no máximo mês, eu mudava o layout. Tenho todos guardados. Mas enfim, com as novidades do BliG, comecei a aparecer na página inicial do site e algumas pessoas caíram de pára-quedas no blog (oi, pessoas!). Começaram a ler, gostaram daquilo e aí se iniciou um pequeno, mas valioso, círculo de amizades que (boa parte deles) mantenho até hoje. Alguns conheci pessoalmente, outros se mantém pelas mensagens instantâneas, e mais recentemente pelo Orkut, Twitter e derivados.

E isso tudo me faz tanta falta (o blog), mas que ficou no seu devido tempo (o blog, que por sinal guardei todo no meu pc). Foi algo muito importante para mim ter tido aquele espaço para expressar minhas idéias insanas e ter contato com pessoas tão diferentes. Época em que as pessoas mantinham um blog para falar sobre a vida (não necessariamente a delas), filosofar sobre as coisas boas e ruins do cotidiano, fazer poesia, falar sobre sentimentos, família, amores, amigos, comida, teorias loucas, babaquices e toda a sorte de assuntos que, raramente, vemos hoje em dia. Ok, reconheço que existem, mas que talvez por estar imersa no mundo da tecnologia, não os vejo mais. Aceito indicações! :)

Mas aquele fazia sentido para mim, e todos aqueles que faziam parte daquela época. Tudo aquilo que eu postava fazia, de alguma forma, com que meus dias fossem mais engraçados, panacas, legais, melancólicos, coloridos, musicais, etc etc etc. Apesar de tudo, acho que cada fase tem um papel importantíssimo em nossas vidas, ainda que não percebamos ou com o passar do tempo pensemos que foram só bobeiras.

Hoje o “xitus power” de tempos atrás faz falta. O sabor não é mais o mesmo, literalmente. Talvez o xitus bolinha consiga substituir, mas não sei. Ou o leite condensado. As conversas do Pink e do Cérebro. Do Tico e Teco. A dominação do mundo e de todos os caminhões de xitus.

Tá vendo só?

Foram maluquices boas, porém não mais as mesmas. Mas ficarão pra sempre na memória, no coração e nos bytes do meu computador. E não, eu não quero só mais um blog entupetado de propagandas e “copy and past” daqui e dali. Tem um pouquinho do 100nexo por aqui ainda, e espero que continue tendo.

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