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Aprendendo a ver

Hoje, em mais um dos meus momentos matinais dentro do coletivo, tive a sorte de conseguir um assento vazio e pude ler o artigo abaixo sobre coisas que eu sempre enfatizo (nem que seja para mim mesma): capacidade de observar, de dar valor aos detalhes, apuração do senso crítico e analítico e o afastamento da superficialidade. O superficial é vazio. Absorver as coisas ao nosso redor vai além do que imaginamos… :)

Aprenda a ver... (Luli Radfahrer)

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Das coisas que eu não entendo

Se tem uma coisa que me incomoda bastante é o tipo de comportamento onde o hábito é estabelecer regras infundadas e exigir que as mesmas sejam seguidas, assim, do nada. É o mesmo que chegar a uma pessoa que você não conhece, olhar para os pés dela e dizer: “ei, você não pode usar essa meia de bolinhas, só essa com listras de zebrinha.. u.u”. Eu não entendo, mas a analogia também não ajudou muito.

Refiro-me ao Twitter, mais especificamente à sua forma de utilização. Dia desses li mais um comentário, dentre tantos, dizendo que o Twitter não é para isso, não é para aquilo, que as pessoas estão usando de forma equivocada e não sei mais o que. Mas perai… cadê o manual, tio? No meu entendimento o uso do Twitter, inicialmente, era bem subestimado em comparação a hoje. Porque você chegar a uma página web e digitar em no máximo 140 caracteres o que você está fazendo não me soa muito produtivo. Aí hoje aparecem regras alienígenas? Eu hein.

Mas o negócio foi crescendo, ficando popular, “badalado”. Todo mundo tem. Todo mundo quer. Uma loucura. Algumas empresas usam para vender, outras promover, profissionais de diversas áreas para compartilhar conhecimento, marcas para reunir consumidores, vovós para divulgar suas receitas de bolinhos de chuva e algumas celebridades não usam para nada relevante. Fato. Mas… é.

Só que aí tem gente que só usa mesmo como mais um “canal de comunicação” com os conhecidos. Tá, um canal não tão relevante e pessoas não tão conhecidas assim, mas e daí? E daí que as pessoas querem enviar tweets inúteis para seus followers? E daí que preferem trocar algumas palavras pelo twitter ao invés de usar e-mail ou programa de mensagem instantânea? E daí que acham legal compartilhar detalhes da sua vida pessoal? Mas… e daí? Acredito que o “problema” todo é resolvido quando você clica em “unfollow”. Pronto, olha quanto esforço. Não precisa enviar mais e mais tweets reclamando que essas pessoas estão utilizando o twitter DELAS de uma forma que você não concorda, e escrever posts em blogs, organizar movimentos, protestos sem roupa pelas ruas e… tá, sem protestos. Mas é mais ou menos assim, contagia.

Então eu não entendo a birra que algumas pessoas teimam em cultivar com relação aos “Joselitos” da internet. Uma vez sendo assim, dificilmente ficar ditando regrinhas e dando liçõezinhas resolverá alguma coisa. Pergunta se essas pessoas se importam? Se elas ligam para o que você fica cricrizando por ai? E além do mais tudo é fase, tudo cansa, tudo enjoa. O uso equivocado dessas ferramentas sempre tem um fim, é só olhar para trás e constatar.

Porque o que é bom e produtivo sempre resiste, com ou sem Joselitos. Não tem porque despender tanta energia com tanto “blá blá blá”.

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Constatações Fridayanas

Tem dias que a gente acorda bem, mas tem dias que… né, acorda mal prakct. Na verdade eu só estou cansada mesmo, braços, pernas, ombros e pescoços que o digam. Digo, pescoço.

MAS HOJE É SEXTAAAAAAAAAAAA. AEEEEEEEEEEEEEEWWWWWWWWWWW.

Mas amanhã eu trabalho.

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! :-(

Tudo bem, né? Tenho muito o que fazer mesmo. Um sábadozinho de manhã vai me ajudar. Sério, não tô sendo irÔnica .

Aí eu fui almoçar hoje né. Na verdade eu almoço todos os dias, mas hoje fui no restaurante. E restaurante tem gente, várias, a todo momento. E o medo da gripe? Aquele povo todo pegando a mesma comida que você vai pegar segundos depois, conversando nesse mesmo momento e aumentando sua paranóia.

Mentira.

Nem estou tão paranóica assim, mas depois de ler uma reportagem na Revista do Brasil sobre restaurantes por quilo eu fiquei meio fresca. Mas eu não sou. Só às vezes. Um pouco .

Voltando ao assunto, estava eu lá na mesa apreciando minha refeição quando ouço na mesa ao lado quatro homens conversando. Não é que eu goste de prestar atenção na conversa alheia, mas quando estamos almoçando sozinhos não se tem muita coisa pra fazer mesmo. E acreditem ou não, eles estavam falando mal de outros homens!

“OHHHHHHH! MAS HOMEM NÃO FALA MAL DE HOMEM!”

Tá. Não fala. Eu falo.

Um deles reclamava que fulano é fidaput* porque é o tipo de cara que adora tomar Skol, mas que quando vai em churrasco só leva Crystal. Olha o teor da reclamação. Cerveja não é tudo igual?

“NÃOOOOOOOOOOOOOOO SUA GONORANTI! Mulher não entende de nada mesmo.”

Er, ok. Também não precisa ofender. Mas aí o papo continuava, né? Revoltadíssimos os demais concordavam! Quando um outro emendou: “E fulano que toda vez leva costela cheia de osso, mas só come a picanha? Esse sim é um folgado!!!!”

gatos-brigando

TOOOOOOOMA SEU SAFADO! LEVA OSSO PRA VER, LEVA!

Aí eu até entendo a revolta deles, mas também constato que não é só mulher que fala mal de mulher. Homem também fala de homem. E pra fechar minha reflexão de hoje, estou eu sentada em um dos bancos aqui perto, lendo meu livrinho sossegada quando três garotos do colegial passam, conversando fervorosamente:

- Quem foi o mané que mandou flores pra Greycelaine?
- Ahhh, mas só pode ter sido aquele tampinha do namorado dela!!!
- É, aquele zé mané que paga uma de playboyzinho, mano!
- Safado, fdp… deixa ele! :@

Tá, só até o segundo diálogo que é verdade. MAS… falam mal sim! Não que isso vai mudar algo na minha vida, pois não vai, mas é engraçado analisar o comportamento dos seres que nos rodeiam.

Mas enfim, né… o jão da Crystal e a gatchénha das flores não estão nem aí pra paçoca.

sossego

Uooooummmmmmmmmmm.....

E nem eu.

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